A LGPD não distingue o tamanho da empresa na hora de multar — só distingue quem tinha processo de quem não tinha. Para um provedor de internet, um vazamento pode custar mais do que anos de faturamento. Veja o que o caso CEMIG ensina e como proteger o seu ISP.
O caso: 135 mil clientes expostos
A CEMIG sofreu um incidente que expôs dados de pelo menos 135 mil clientes — nome, CPF, endereço, e-mail, telefone e valor de fatura. Tudo o que um fraudador precisa. A empresa foi obrigada a notificar a ANPD em até 72 horas, comunicar cada cliente e abrir investigação forense.
Por que a planilha é o pior lugar para a sua base
Muitos provedores guardam a base de clientes em planilha. O problema:
- Tudo ou nada: quem abre o arquivo vê todos os CPFs de uma vez. Vazou o arquivo, vazou tudo.
- Ela se multiplica: é baixada, anexada em e-mail, copiada no pen drive. Cada cópia é uma base sensível nova, fora de controle.
- Sem auditoria: você não sabe quem viu, copiou ou exportou.
- Proteção frágil: senha de Excel é quebrável em minutos; link aberto no Drive vira dado público com um clique.
O caminho certo
Use um banco de dados com controle de acesso granular (cada perfil vê só o que precisa) e log de acesso. A planilha serve, no máximo, como saída pontual de um relatório já filtrado e anonimizado — nunca como repositório do dado bruto.
Segurança de ponta a ponta
De nada adianta firewall se o técnico entra na ONU do cliente com senha admin/admin. Senha única por equipamento, VPN obrigatória, login individual e log de acesso são o mínimo para aumentar a segurança e a transparência dos dados.
Lição: tamanho não protege — processo protege. Aprenda a estruturar isso na Imersão ISP Elite.